quinta-feira, 27 de junho de 2013

uma noite de inquietação natural

Oiço a chuva cair nesta noite de inquietação natural… O vento abana as poucas folhas das árvores despidas deste tão próximo outono, estremecendo com os vidros enquanto a chuva embate nas janelas das quatro paredes que me rodeiam. Uma melodia inigualável, um uníssono que só a imponente Natureza pode criar… E eu aqui, quase que lhes pedindo que me concedam um último desejo…

Já dei mil e uma voltas nesta cama e ainda não encontrei a posição certa, como se faltasse algo para me confortar… Tenho a cabeça cheia, tiras-me o sono! E na tentativa de esvaziar o pensamento, dou comigo imaginando como seria ter-te aqui e agora, junto a mim. E sonho ainda acordada… Sonho com corpos unidos e beijos entrelaçados, respirações ofegantes e com o que muitos denominam de demonstração de “puro amor”... Mas sonho, apenas! E faço-o sem qualquer tipo de conhecimento ou experiência, mas tudo na minha mente se torna claro e simples, tão básico, elementar neste mundo animal… E eu que apenas queria sentir a tua proteção, ou imaginar como seria ter o teu carinho e afecto, encontro-me a desejar que me possuas deste modo e sem pudor… a desejar e a sonhar que tu, com esse teu jeito único me proteges quando sem medos ou receios te dou a conhecer todas as minhas fragilidades. E tudo agora se torna tão transparente… 

Setembro, 2012

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