(anterior: Raul (3))
Avisou o pai e saiu. Sentaram-se na beira da escada que
dava para a entrada da casa a olhar o céu. Estava uma noite quente, o que
tornava ainda mais agradável estar ali com o Raul.
-Como é que vai o estudo?
-Andando… Se continuar assim sou bem capaz de subir as notas nos exames!
-Acho que andas a estudar demais sinceramente… Marrar não significa que vás tirar boa nota… Porque é que não fazes como eu? Estás atenta nas aulas na mesma mas estudas menos um pouco e descontrais. A mim estudar só me faz mal!
-Como é que vai o estudo?
-Andando… Se continuar assim sou bem capaz de subir as notas nos exames!
-Acho que andas a estudar demais sinceramente… Marrar não significa que vás tirar boa nota… Porque é que não fazes como eu? Estás atenta nas aulas na mesma mas estudas menos um pouco e descontrais. A mim estudar só me faz mal!
-Não me sinto segura que
queres?
-Que me prometas que vais
levar isso para a frente com mais descontração!
-Está bem, eu prometo…
-Já agora, estás com uma cara horrível!
-Oh, é do cansaço… Mas fogo, também não precisas de ser mau…
-E quem é que te disse que essa cara horrível é de agora? – Riu-se.
-Parvalhão! Não te rias! – Tentou não se rir.
-Até tu te queres rir, admite! É que nem tem piada mas depois de tantas vezes to dizer, tu continuas a cair.
-Detesto-te! – Riu-se por fim.
-Eu sei, é reciproco. – Disse dando-lhe um beijo na testa. – Feia.
-Já percebi! Ainda não te calas-te? – Esboçou um sorriso.
A disposição e o sorriso que o Raul trazia sempre eram aquilo que Maria mais adorava nele e talvez aquilo que ela mais precisava. O tempo passou a voar e não se aperceberam de ficar tanto tempo sentados, simplesmente, a ver o céu e falar de coisas aleatórias.
-Bem, já é tarde e tu já devias estar em casa…
-Não te preocupes, a sério.
-Já é tarde, está escuro, vai. A Sério… - Insistiu.
-Está bem. Vá, dizes alguma coisa? – Perguntou sorrindo.
-Digo!
-É… hoje de tarde quando foste embora pedi para dizeres e tive que vir eu arrancar-te do quarto…
-Desculpa. Nunca mais me lembrei… Vá, agora vou subir e tu vais para casa!
-Sim, mas só quando chegares lá cima e te vir outra vez na janela…
-Está bem… - Deu-lhe um beijo no rosto. – Vou subir.
Antes que pudesse virar costas, Raul agarrou-lhe a mão:
-Maria?
-Sim…
-És a melhor amiga do universo! – Sorriu.
-Tu também totó! - Sorriu também.
-Oh anda cá! – Puxou-a e abraçou-a. – Gosto mesmo muito de ti está bem? Posso ser um parvalhão como dizes, mas só te quero ver bem!-
-Eu sei que sim… Acredita que sei.
Ficaram uns segundos abraçados e, com uma breve troca de olhares, Maria virou costas, entrou de novo em casa e subiu até à janela do quarto. Viu mais uma vez o Raul pela janela e este foi pelo passeio tomando o caminho para casa. Ainda ficou alguns segundos a vê-lo ir como se o seu olhar o protegesse e, lembrando-se de novo das horas, retomou o estudo. Poucos segundos mais tarde ouviu uma travagem brusca ao fundo da rua e o som do estilhaçar de vidro.
Num impulso levantou-se para ir à janela. Algumas luzes nas janelas das casas da rua estavam acesas, e ao fundo, junto a um poste de luz que falhava, um carro parado e corpo do Raul inerte jazia no chão.
-Está bem, eu prometo…
-Já agora, estás com uma cara horrível!
-Oh, é do cansaço… Mas fogo, também não precisas de ser mau…
-E quem é que te disse que essa cara horrível é de agora? – Riu-se.
-Parvalhão! Não te rias! – Tentou não se rir.
-Até tu te queres rir, admite! É que nem tem piada mas depois de tantas vezes to dizer, tu continuas a cair.
-Detesto-te! – Riu-se por fim.
-Eu sei, é reciproco. – Disse dando-lhe um beijo na testa. – Feia.
-Já percebi! Ainda não te calas-te? – Esboçou um sorriso.
A disposição e o sorriso que o Raul trazia sempre eram aquilo que Maria mais adorava nele e talvez aquilo que ela mais precisava. O tempo passou a voar e não se aperceberam de ficar tanto tempo sentados, simplesmente, a ver o céu e falar de coisas aleatórias.
-Bem, já é tarde e tu já devias estar em casa…
-Não te preocupes, a sério.
-Já é tarde, está escuro, vai. A Sério… - Insistiu.
-Está bem. Vá, dizes alguma coisa? – Perguntou sorrindo.
-Digo!
-É… hoje de tarde quando foste embora pedi para dizeres e tive que vir eu arrancar-te do quarto…
-Desculpa. Nunca mais me lembrei… Vá, agora vou subir e tu vais para casa!
-Sim, mas só quando chegares lá cima e te vir outra vez na janela…
-Está bem… - Deu-lhe um beijo no rosto. – Vou subir.
Antes que pudesse virar costas, Raul agarrou-lhe a mão:
-Maria?
-Sim…
-És a melhor amiga do universo! – Sorriu.
-Tu também totó! - Sorriu também.
-Oh anda cá! – Puxou-a e abraçou-a. – Gosto mesmo muito de ti está bem? Posso ser um parvalhão como dizes, mas só te quero ver bem!-
-Eu sei que sim… Acredita que sei.
Ficaram uns segundos abraçados e, com uma breve troca de olhares, Maria virou costas, entrou de novo em casa e subiu até à janela do quarto. Viu mais uma vez o Raul pela janela e este foi pelo passeio tomando o caminho para casa. Ainda ficou alguns segundos a vê-lo ir como se o seu olhar o protegesse e, lembrando-se de novo das horas, retomou o estudo. Poucos segundos mais tarde ouviu uma travagem brusca ao fundo da rua e o som do estilhaçar de vidro.
Num impulso levantou-se para ir à janela. Algumas luzes nas janelas das casas da rua estavam acesas, e ao fundo, junto a um poste de luz que falhava, um carro parado e corpo do Raul inerte jazia no chão.
É verdade...
ResponderEliminarBem, a minha mãe tem uma doença e não se devia enervar e assim. Por isso é que eu fico énne de mal e vou muito abaixo quando isto acontece. Tipo, às vezes sinto-me culpada, sou uma filha de merda...
r: Às vezes mesmo sem querer e sem dar conta mante-mos a calma, mas é o melhor a fazer...
ResponderEliminarObrigada!
Beijinho
exato. é mesmo isso. às vezes sinto que sou uma verdadeira desilusão para toda a gente. isso faz-me sentir mesmo horrível. e tenho uma auto estima mesmo em baixo por causa disso e poucos são aqueles que compreendem...
ResponderEliminare eu também me inspirei um bocado neste mundo da blogosfera :)
ResponderEliminarclaro que sim, mas a minha mãe não consegue compreender isso, e isso é o que mais me 'magoa'... oh, querida, porque achas isso? :/
wow, agora estou mesmo sem palavras. tu sabes quem eu sou e eu não sei quem tu és? diz-me :/ e obrigada por tudo, tudo mesmo!
ResponderEliminaroh *-*
ResponderEliminarfala comigo no facebook...
Ahhh, cade a continuação. Parabéns pela escrita Lorowen.Essa história me envolveu bastante. Não sou de Portugal, mas a escrita de vocês em certas palavras é um charme rs.
ResponderEliminarhttp://pequenomatuto.blogspot.com.br/
oh minha querida, muito muito obrigada! é tão bom ler os teus comentários, nem imaginas! espero que continues sempre comigo, sim? um grande beijinho
ResponderEliminarr: Sim, também concordo! ;)
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