Dei um passo
rumo ao abismo e o chão estremeceu. O meu corpo fragmentou-se em pedaços que o
vento levou para longe como leves grãos de areia e tudo em mim se tornou numa
existência sem enigmas: apenas uma alma perdida. O mundo tornou-se num deserto inóspito
de pó e areia e a luz do sol num tom vermelho vivo - o meu inferno na terra. O
tempo parou.
Percorri sem
destino e de pés descalços aquele lugar sem vida em busca do resto de mim que aquela
brisa fugaz levou mas, quanto mais andava e procurava esse resto meu, a
realidade na qual eu não aceitava acreditar tornou-se demasiado evidente e o
fio de esperança que eu ainda trazia no olhar quase se perdia: sou feita da
mesma matéria que todos os homens, sou feita da mesma matéria que o mal e que o
bem o que me torna igual nesta minha misera vivência.
As lágrimas brotaram
dos meus olhos como que em consolo meu, e aos poucos a minha alma começou a desmanchar-se
num clarão desaparecendo gradualmente, mas não havia para mim maior dor que
sentir-me mais uma criatura neste mundo.
Acordei. Um
pesadelo... Tudo fora um pesadelo e nada nele era real. Ou talvez fosse...
Refleti por segundos adaptando-me à realidade.
Respirei
fundo, fechei os olhos e aconchegando-me nos lençóis, voltei a dormir.
De uma coisa
eu tinha certeza - a minha alma é que guia o meu corpo e quem escolhe entre o
bem e o mal sou eu... A origem é a mesma mas são as minhas atitudes que me
tornam diferente e não “mais um ser na Terra”.
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Infelizmente..
ResponderEliminarLindo :)
ResponderEliminarEu sei que sim, muito obrigada.
ResponderEliminarForça para ti também! :)
linda é a tua escrita. amei e segui-te :)
ResponderEliminarque escrita tão envolvente!
ResponderEliminaroh, muito obrigada, fico mesmo feliz por teres gostado!
ResponderEliminarsigo de volta :)
Escreves muito bem (;
ResponderEliminarescreves muito bem. força querid
ResponderEliminarsigo de volta :)
oh, agradeço imenso :')
ResponderEliminarR: Já somos duas a achar o mesmo
ResponderEliminarSegui (:
ResponderEliminarescreves estupendamente, parbéns!
ResponderEliminarmuito obrigada e o mesmo digo do teu post (:
ResponderEliminargostei bastante da forma como vais soltando as palavras, tais migalhas que devemos ir colhendo até ao horizonte que nos pretendes revelar - tal esperança respirada no último parágrafo.
ResponderEliminarGostei muito, identifiquei-me tanto com esta parte: "a realidade na qual eu não aceitava acreditar tornou-se demasiado evidente e o fio de esperança que eu ainda trazia no olhar quase se perdia" (:
ResponderEliminara verdade é que sou uma masoquista pura.
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