Acordou
de súbito no quarto. As costas doíam-lhe e sentia que lhe tinham prensado a
cabeça. Não se lembrava de chegar a casa e a última recordação que tinha era de
ver a mãe do Raul na janela. Mas, teria tudo aquilo sido um sonho? Aquela
constante sensação de que estava a sonhar começava a irritá-la. Nada daquilo
parecia real e deixava-a na ansiedade de receber a qualquer momento a notícia
de que Raul estaria vivo e isso fazia-a sentir-se incapaz de seguir em frente
superando o acontecimento.
Levantou-se e tentou esquecer o Raul por minutos mas tão depressa o fez como pegou no telemóvel para lhe ligar: como sempre, a voz da operadora. Aquilo tinha que acabar. Tinha que superar e aprender a lidar com a sua morte.
Levantou-se e tentou esquecer o Raul por minutos mas tão depressa o fez como pegou no telemóvel para lhe ligar: como sempre, a voz da operadora. Aquilo tinha que acabar. Tinha que superar e aprender a lidar com a sua morte.
Nesse
mesmo dia, e depois de perceber que o dia anterior tinha afinal sido um sonho,
decidiu desligar-se de tudo o que a ligava a Raul – não conhecia outra forma de
tentar superar a perda de um amigo tão próximo como ele era.
Uma
semana se passou e, junto com a sua prima Nádia, voltou ao lago da sua infância
com o qual sonhara na semana anterior. Este encontrava-se tal e qual como no
sonho e a mesma reacção teve ao relembrar todas aquelas memórias. “É tão injusto…” sussurrou.
-Era por causa dele não era? – Perguntou-lhe Nádia.
-Era por causa dele não era? – Perguntou-lhe Nádia.
-Sim… - uma lágrima deslizou
sobre a sua face – Eu precisava de vir aqui… Só não queria vir sozinha…
-E eu estou aqui! Para tudo,
sim? – Disse-lhe agarrando as suas mãos. – Força!
-Eu sei… Obrigada. – Esboçou
um sorriso. – Eu vou superar isto!
Apesar de tudo, passaram a tarde a falar de Raul. Nádia
conhecia-o desde pequena assim como Maria, mas só estavam juntos no Verão e
poucas vezes. Foram essas mesmas tardes de Verão que passaram os três, que elas
relembraram naquele dia e Maria não se deixou ir a baixo. Confortava-a falar
nele e relembra-lo com saudade, aqueles momentos todos fizeram-na feliz, e o
mesmo sorriso que fazia quando estava com Raul fez naquela tarde.
Antes de voltarem para casa, Maria voltou a olhar o lago.
No dia seguinte ia ao ginásio. Mas não acompanhada, sozinha. Finalmente, ela
sentia-se capaz de o fazer.
seguinte
(disponível a 25-08-20)
.jpg)
r: meti-o numa janela aberta, apanhou sol e corrente de ar, haver se fica bom! (:
ResponderEliminaroh, não tens que agradecer!
r: thank you so much :) !
ResponderEliminartambem irei estar muito atenta ao teu blog :)
beijinhos see you around !
r: Nota-se que estavas constipada mas cantaste mesmo bem!
ResponderEliminarA minha voz é assim =)
r: mas desta vez não aconteceu nada em relação a ela. :) a débora era a minha melhor amiga mas entretanto a cangurua meteu-se no meio e eu afastei-me porque não gostava da cangurua e pronto... mas agora eu e a débora voltámos a juntar-nos e foi por isso que ela disse aquilo :)
ResponderEliminaré uma ofensa aos animais estar a tratá-la assim :c
mas ainda bem que somos assim para melhorarmos e não pensarmos que já está tudo muito perfeito :)
se ele te critica, então é a pessoa certa, aproveita! ;)
owww, és tão fofinha! :D se eu ouvir um "passas à próxima fase", chorar é que não choro ahahah
não vais mesmo? porquê? :/
e também ser assim tão excêntrica... baaaah!! mas vá, depois já tinha o adam todo para mim ohohoh
resp.: muitíssimo obrigada!
ResponderEliminarobrigada. aquilo que não é real é sempre mais bonito.
ResponderEliminarR: Sim*
ResponderEliminarLindo!!! Tens muito talento
ResponderEliminarR: Juro que estou a ser sincera. Adorei ler o que escreveste e tou a falar a sério
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